Inscrições para filmes 2019 encerradas, boa sorte a todos os inscritos!.

Homenagem

Homenagem - 2019

João Carlos Beltrão (Fotógrafo e Diretor de Fotografia Audiovisual)

Nasceu em João Pessoa/PB, cresceu em Alagoa Grande/PB, no brejo paraibano. Formado em jornalismo pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e desde 1997 atua como técnico de audiovisual na instituição, no Campus I, na capital paraibana.
Em 2004, participa de seu primeiro filme “Alma”, como fotógrafo. Em sua trajetória profissional, João Carlos trabalhou com grandes diretores de fotografia como Walter Carvalho, Valdir de Pina, Jacques Cheuíche, Mauro Pinheiro Jr., Stephan Hess, Roberto Henkin, Jane Malaquias, Roberto Iuri, Paulo Jacinto, Lula Carvalho e Manuel Clemente, que serviram de referência para sua inserção nesse meio.
Como diretor de fotografia, João Carlos B. é responsável por filmes tais como: “Tudo que Deus Criou” de André da Costa Pinto, “Alma” de André Morais, “O Cão Sedento” de Bruno de Sales, “O Plano do Cachorro” de Arthur Lins e Ely Marques, “Cabaceiras” de Ana Bárbara Ramos; “O Terceiro Velho” de Marcus Vilar, “Aqui” de Torquato Joel, “Sanhauá” de Elinaldo Rodrigues, “ Ato Institucional” de Helton Paulino e de parte considerável da recente filmografia paraibana.
Em 2015, João Carlos Beltrão realiza a sua primeira exposição fotográfica no festival de audiovisual do Vale dos Dinossauros “FESTISSAURO”, onde foi o homenageado da edição. A sua exposição “Retiniando-me”, segundo propõe o próprio João Carlos, trata-se de “Alguns frames”. Eis os pedaços de uma vida”, a exposição foi realizada na Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), no Campus de Sousa.

Homenagem - 2018

Romero Sousa (Diretor de Arte/ Estilista)


Residente em João Pessoa, Romero Sousa é formado em Artes Visuais pela Universidade Federal da Paraíba, com pós-graduação em Moda, na área de estilismo e modelagem de artefatos em couro, e Psicopedagogia.
Professor de Artes concursado pelo Estado da Paraíba e do Município de João Pessoa. Lecionou no Curso de Produção de moda da Funetec - PB, ministrando a disciplina Cenário e Figurino. Com amplo olhar para de moda, criou no ano de 1992, a Empresa  S.Pereira e Cia Ltda, onde elaborou  e produziu acessórios em Couro da marca Z-AZ,  sinônimo de tendência até os dias de hoje. Foi um dos idealizadores do evento de Vanguarda, Mercado Capim Fashion - Feira de Moda e Arte - que aconteceu entre 1997 e 2012; onde atuou também como produtor.
Em 2007, foi convidado por meio da ABIT a expor na Prét a porter  de  Paris, onde apresentou sua coleção verão 2008 de acessórios em algodão colorido natural. Desde 2011, através Apex, expõe sua criação de estampas com caráter regional na Première Vision Pluriel, dentro do setor Design, nas edições de Paris e Nova York. Foi Diretor da Estação da Moda da PMJP (2007/2015),  onde produziu a Semana Estação da Moda, FASHIONTECH - Concurso de Novos Estilistas, Revista Damoda, Célula de Criação, entre outros.
Como figurinista e cenógrafo assinou diversas produções de audiovisual como os curtas: Transubstancial; Ilha; Ultravioleta e Moído. Nas produções Gravidade, Transmutação e Moído, atuou como Produtor. Como Diretor de Arte assinou os Longas: Beiço de Estrada e Ambiente Familiar. Atualmente, ministra o curso de Direção de Arte no Cearte  - PB.

Atuou junto a Ong Coletivo Cunhã por meio de consultorias criativas, com o objetivo de desenvolver produtos inovadores dentro das tipologias da renda renascença e fuxico. A convite da estilista Fernanda Yamamoto, foi consultor de tipologias artesanais dentro do projeto Histórias Rendadas. Atuou como Coordenador do Moda PAP, núcleo de moda do Programa de Artesanato Paraibano. Atualmente consultor do Sebraetec,  onde realiza consultorias de criação de coleção para Natural Cotton Color, Redes e Decoração Santa Luzia, Laranja Mimo, entre outros.

Homenagens - 2017


Suely Bispo (Atriz)

A atriz e poeta Suely Bispo é formada em História e Mestre em Estudos Literários pela UFES. Com mais de vinte anos de carreira no Teatro, no ano de 2016 chegou à TV interpretando Doninha, na novela Velho Chico, na Rede Globo.
No mestrado realizou o primeiro trabalho acadêmico sobre o poeta Solano Trindade no Espírito Santo. Tem diversos trabalhos publicados na área de História e Literatura. Em 2009 publicou seu primeiro livro de poemas Desnudalmas, pela GSA, e em 2016, Lágrima fora do lugar, pela editora Cousa.
Participa também do Sarau Afro-tons, em Vitória e do Coletivo Louva Deusas, de produção de textos e desenhos eróticos de mulheres negras, que em 2015 publicou a coletânea Além dos Quartos, em São Paulo.
Seja na História, nas Artes Cênicas ou na Literatura, seus trabalhos geralmente se relacionam com a valorização da cultura negra, cidadania e ecologia.
Foi coordenadora do Museu Capixaba do Negro de maio 2012 a outubro de 2013. Em 2017 lança segundo livro de poemas Lágrima fora do lugar. Participa de algumas coletâneas  e possui vários artigos publicados na área de História e Literatura. É autora também do livro Resistência negra na Grande Vitória: dos quilombos ao movimento negro, que terá lançamento durante o 9º CineCongo, da sua segunda edição. 


Verônica Cavalcanti (Atriz)

Atriz cearense radicada na Paraíba. Formada em Letras e Artes Cênicas pela UFPB. Iniciou no teatro em 1998. Atualmente integra o grupo teatral Coletivo Alfenim, grupo de pesquisa teatral e dramaturgia autoral que este ano completa dez anos de atividades.

No Cinema e TV participou dos trabalhos:

- Velho Chico/Luíz Fernando Carvalho
- Cinema,aspirinas e urubus/Marcelo Gomes
- O Grão/Petrus Cariry
- Odete/Ivo Lopes Araújo
- A Canga/Marcus Vilar
- Onde Borges tudo vê/Taciano Valério
- Clarisse ou alguma coisa sobre nós dois/Petrus Cariry
- A Poeira dos Pequenos Segredos/Bertrand Lira
- O Fêrrolho/Taciano Valério
- GIGA- Série/Taciano Valério
- O Contínuo/Odécio Antônio
- Ultravioleta/Dhiones do Congo
- O Amor Nunca Acaba/Luíz e Ricardo Pretti
- O Barco/Petrus Cariry
- Pindo D'agua/Taciano Valéri

 - Era uma vez eu, Veronica/Marcelo Gomes


Homenagem - 2016
FernandoTeixeira (ATOR)
Natural de Conceição – PB. Nasceu no ano de 1942. Com Formação artístico-educacional: Cursou Pedagogia na UEPB, Administração com Habilitação em Marketing na FACISA, Publicidade e Propaganda na CESREI. Fernando Teixeira é Ator, dramaturgo e diretor. Já recebeu Prêmios de Melhor ator no Festival Comunicurtas pela atuação em “O Hóspede”, de Anacã Agra e Ramon Porto Mota.
Fernando Teixeira era um menino hiperativo e peregrino na própria cidade, a arrumar malas e viver de mudanças. O que ninguém sabe é que, quando essa história estava apenas começando, o jovem que ainda ensaiava sua estreia teatral esteve, literalmente, atrás das grades. Eram fins da década de 1950 e Teixeira acabava de ser convocado para o Exército. “Quando eu me alistei na Junta Militar, um sujeito enfardado apareceu e perguntou se havia voluntários para a Marinha. Eu cutuquei o colega ao lado e cochichei: ‘Eu não vou porque sou de família’. O sujeito pediu que eu desse um passo à frente e ordenou: ‘Você será o primeiro'”, conta o professor, ator, diretor e dramaturgo.
No comando marítimo, em Natal (RN), o futuro artista se revelou um recruta insubordinado. “Chegava o fim de semana e me avisavam de João Pessoa que tinha festa no Clube Astréa. Eu demorava a voltar e, quando me apresentava, já tinha uma cela esperando por mim. Aquilo era um horror”, lembra Teixeira, que quase foi expulso da corporação por sua boemia.
Foi na liberdade das coxias que ele encontrou seu verdadeiro caminho: tendo sua “avant-première” no teatro, no elenco do infantil Joãozinho Anda pra Trás, Fernando Teixeira viaja para São Paulo e, por três anos, entra em contato com a estética revolucionária do Teatro Oficina. “Você imagine o cabra sair de Conceição do Piancó, chegar a São Paulo e se deparar com “O Oficina”. O bonde tocava e eu não sabia a direção”, recorda Teixeira.
O retrospecto dos 73 anos de vida e 54 anos atividade no teatro, no cinema e na televisão. Além das dezenas de espetáculos encenados – entre eles o “Auto da Compadecida”, “Papa Rabo”, “Anayde, 15 anos depois” e “Fogo Morto”.
O homem do teatro, como é celebrado na Paraíba, também se dedica desde as grandes produções, a citar “Baixio das Bestas”, de Claúdio Assis, O Lobisomem da Paraíba, Ilha, entre outros. Em sua atuação com “O Hóspede”, de Anacã Agra e Ramon Porto Mota ganhou o prêmio de melhor ator no Festival Comunicurtas.
Fernando Teixeira revela a história de um ator encarcerado. “Sempre elogiaram o meu ator, mas eu nunca acreditei nele”, confessa em meio às comemorações dos marcos de sua trajetória pessoal e artística.
Voltando a Paraíba, em 1968, fundou o Grupo Bigorna com Carlos Aranha e Jurandir Moura, com a montagem da peça “Navalha na Carne”, de Plínio Marcos. Desde 2009, ele e o Bigorna têm viajado por mais de 60 cidades paraibanas, fazendo um mapeamento do movimento teatral do Estado e apresentando o monólogo Esparrela onde o artista teve oportunidade de dirigir e encenar um texto de sua própria autoria.
Esparrela conta a história do urubu Arquimedes, aprisionado e treinado por Manoel para dançar em feiras livres da região onde a história se passa. A morte de seu dono, porém, muda o destino da ave. A estreia da peça em maio de 2009 também marcou a inauguração da sala preta do grupo Bigorna, localizada no antigo Cilaio Ribeiro (Centro Cultural do Terceiro Setor Thomas Mindelo), na praça Aristides Lobo, s/n, no Centro de João Pessoa.
Esparrela tem conquistado o público e a crítica especializada por onde passa. Foi convidado para participar da etapa Paraíba do Festival Palco Giratório 2009, em setembro deste mesmo ano, em Campina Grande. Em outubro foi um dos convidados do Festival Aldeia Sesc – Uma Ação do Palco Giratório, em João Pessoa. Em novembro o espetáculo realizou três apresentações como convidado da Mostra SESC Cariri de Artes, no Juazeiro (17/10), no Crato (18/10) e Fortaleza (24/10). Após a chegada, já voltaram aos palcos paraibanos. Dessa vez, para participar da Mostra Competitiva da XV Mostra Estadual de Teatro e Dança. A apresentação foi em novembro, no Theatro Santa Roza.
Em dezembro, Esparrela foi apresentado em Monteiro (3/10) e em Ouro Velho (5/10), junto com o espetáculo infantil “Volver e Fazer”, também dirigido por Fernando Teixeira. Em Monteiro (4/10) e (6/10) em Ouro Velho. Paralelamente, o monólogo de Fernando Teixeira circulou pela Paraíba até o mês de dezembro. A circulação se deu através de projeto contemplado no Programa BNB de Cultura, que contou ainda com o espetáculo infantil “Volver e Fazer”, dirigido por Fernando Teixeira.
Fernando Teixeira desabafa com intrepidez “Minha infância foi muito braba, então sempre quis ser diretor porque diretor era quem mandava, ator só recebia ordens”. O ator já teve passagens pelo cinema e em longas-metragens. “Foi o cinema que me fez confiar no meu ator”, diz Fernando.
Em abril de 2013, O Sebo Cultural realizou o lançamento do livro “Fernando Peregrino – um perfil biográfico de Fernando Teixeira em 50 anos de palco”, onde Fernando teve sua trajetória retratada no livro pelo dramaturgo Tarcísio Pereira. O professor de teatro da Universidade Federal da Paraíba, Everaldo Vasconcelos, foi quem assinou o prefácio dessa edição. O livro é composto em 10 capítulos e está ilustrado com fotos de espetáculos, cenas de filmes, fac-símiles de jornais de várias épocas e opiniões de críticos brasileiros sobre Fernando Teixeira e seus espetáculos.
Em 2014, Fernando Teixeira foi homenageado em João Pessoa na primeira Mostra Internacional de Teatro (MIT) no encerramento do evento, onde o Grupo de Teatro Bigorna apresentou fragmentos do espetáculo “Esparrela” no Teatro de Arena no Espaço Cultural José Lins do Rego. A entrada foi gratuita.
A Crítica do evento revelou que Fernando Teixeira mostrou nessa homenagem que se fez homem ao tempo em que se descobriu artista. “Foi um lindo depoimento na noite de encerramento, o seu ponto mais vibrante. E exemplar para uma época em que parte dos jovens talentos correm atrás da celebridade instantânea. Um artista inteiro só pode nascer da experiência construída passo a passo, não se faz do dia para a noite.”
Também em 2014, Fernando Teixeira foi reverenciado juntamente com Jean-Claude Bernadet na abertura do IX Comunicurtas UEPB. Na noite de abertura do evento, foram exibidos vídeos em tributo aos homenageados da noite. Em discurso de agradecimento, Fernando Teixeira falou um pouco sobre sua carreira e expôs a alegria de estar sendo homenageado. Com mais de 50 anos de profissão ele enveredou-se pelo caminho do cinema há 10 anos e desde então se despediu dos palcos do teatro para ganhar as telas de inúmeros festivais audiovisuais.
Em 2015, Fernando foi ao palco do Teatro Jofre Soares, Centro de Maceió apresentar seu consagrado solo Esparrela, do Grupo de Teatro Bigorna, dentro da programação da etapa alagoana do Festival do Teatro Brasileiro (FTB). O ator veterano falou de sua trajetória no teatro e deu uma lição de vida e uma demonstração de amor às artes cênicas, Com uma narrativa marcada pelo lirismo que transcende a linguagem regional da montagem, Fernando Teixeira levou do riso às lágrimas as 180 pessoas que lotaram o Jofre Soares.
Após a apresentação, o ator, dramaturgo e professor aposentado da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) permaneceu no palco para contar um pouco de sua trajetória e responder a perguntas do público. A mensagem principal foi destinada aos jovens atores alagoanos.
Fernando Teixeira é hoje considerado o nome vivo mais importante do teatro e do cinema paraibano sendo um dos atores mais respeitados da Paraíba. No momento ele comanda com sua esposa o grupo de teatro Bigorna. O conjunto de obras e a conquista de prêmios consecutivos em Festivais lhe credencia a representar de forma sucinta a encenação que faz na Paraíba hoje.
Sua estreia na televisão se deu na novela Velho Chico, da TV Globo, onde deu vida ao Coronel Floriano.

Homenagens - 2015

Zezita Matos (Atriz)
     A paixão de Zezita Matos pela atuação começou cedo, quando, ainda na cidade de Pilar, na Paraíba, ia assistir a filmes no mercado público da cidade. Atualmente, com mais de 50 anos de carreira, a atriz se mantém ativa e se dividindo entre participações em filmes e montagens de espetáculos com o Coletivo de Teatro Alfenim, do qual faz parte. Dentre as dezenas de peças que integrou estão Quebra-quilos e As Velhas. No cinema, participou dos premiados Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), O Céu de Suely (2006) e Baixio das Bestas (2006). Em 2014, venceu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Cinema de Paulínia, por A História da Eternidade (2014).

Filmografia:
Ferrolho (2013)
Os Pobres Diabos (2013)
Mãe e Filha (2011)
Baixio das Bestas (2006)
- O Céu de Suely (2006)
- Cinema, Aspirinas e Urubus (2005)
- Menino de Engenho (1965)
Prêmios:
- Indicada como Melhor Atriz Coadjuvante por Mãe e Filha (2012);
Festival de Cinema de Paulínia:

- Premiada como Melhor Atriz por A História da Eternidade (2014);



Rafael Spaca (Produtor Cultural)

   Nasceu em 29 de outubro de 1980. Em 2000 ingressou em Rádio, TV e Multimídia pela Universidade Metodista de São Paulo, formando-se em 2003. Durante esse período, mais precisamente entre 2002 e 2003, estagiou na Rádio Cultura FM, na Fundação Padre Anchieta. Teve uma rápida passagem pelo Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), quando foi convidado para ser um dos roteiristas do programa Casa dos Artistas, em 2004.

   De 2005 a 2010, trabalhou no Sesc Santo André, elaborando projetos que marcaram época na Unidade, tais como: As 70 Almas de Zé do Caixão (em homenagem aos 70 anos do cineasta José Mojica Marins); Gentileza gera Gentileza (intervenção artística reproduzindo escritos do Profeta Gentileza nas pilastras da Unidade); Gigantes em Pílulas (exposição de miniaturas de expoentes da cultura popular brasileira pelas mãos do artista plástico Zé Andrade) e os projetos infantis Letras Miúdas e Pedro Bandeira está pra Brincadeira (fomentando o saber e a leitura na vida das crianças).

  É idealizador do blog Os Curtos Filmes (http://oscurtosfilmes.blogspot.com.br/), considerado um dos maiores e melhores produtores de conteúdo sobre curtas-metragens do país e registra, desde agosto de 2008, entrevistas inéditas e exclusivas a respeito do cinema nacional com personalidades da área: desde diretores, como Evaldo Mocarzel, Paulo Morelli, Aurora Duarte e Kiko Goifman, passando por atrizes, como Bianca Rinaldi, Zaira Bueno e Helena Ignês, produtores como Antônio Polo Galante, e também com roteiristas como Lusa Silvestre e Bráulio Montovani. Além das referidas entrevistas Os Curtos Filmes criou séries especiais para falar de temas pouco abordados no jornalismo cultural brasileiro.

Homenagem - 2014
Bentinha Viana (Atriz e Produtora Cultural)


Nascida no dia 21 de março de 1955 no sítio chamado Riacho, próximo a cidade do Congo, parto feito com a ajuda da parteira locas Dona Tertina Quiteria, que chama-la de Madrinha. No meu próximo aniversário farei 60 anos e várias vezes faço um retrocesso na minha vida.
Gostava do sítio e dos meus avós, mas tive que sair pra um outro lugar por causa de escola, e assim, estávamos sempre se mudando pra outra cidade maior por outras escolas, afinal nõ era só eu e sim meus oito irmãos também, até chegarmos a famosa cidade “São Paulo” – São Bernardo do Campo (a mais fria).
Os estudos continuaram, estudei em uma escola particular conceituadíssima, devido um atestado de pobre que meu pai conseguia e eu apesar do preconceito contra os nordestinos, pelas gozações que faziam aprendi a lidar com estas situações e consegui o famoso diploma de professora, “MEU DEUS” uma grande conquista. Cheguei a exercer a profissão vários anos, mas sentia que algo me incomodava interiormente, com o tempo deixei a profissão e fui trabalhar em empresas até chegar a exercer um cargo considerado “alto”, por que só era exercido por homens e com o nível superior referente ao cargo, mas como eu gostava de contas, acabei conseguindo o famoso cargo de “assistente financeiro”, me considerava feliz, mas também, inquieta interiormente com meus sonhos de ser atriz, trabalhar em peças de tetro, filmes. Adorava a sétima arte assistir qualquer coisa do gênero, uma vez teve um concurso para ser manequim e eu estava lá e fui reprovada por excesso de quadris, imaginem que decepção.
Ao me aposentar voltei para as raízes. Paraíba de volta e os sonhos sempre me perseguindo lembrava sempre da vez que, participei do concurso para ser chacrete do famoso “Chacrinha”, saí de lá com o troféu de abacaxi e tristeza.
No Congo tinha um grupo de teatro, aí eu fui lá observar, acabei gostando e fiquei, participei de tudo que o grupo trabalhava, se apresentavam em outros lugares também.
Conheci um jovem chamado José Dhiones que participava do grupo e que estava fazendo um filme, me interessei, ele me convidou para participar do filme onde fiz o papel de “Nona Senhora”, adorei. Finalmente a sétima arte na minha vida, que felicidade, o filme “Palavras de um Menino em Busca de um Sonho”. Participei de outro filme do José Dhiones, “O Carneiro de Ouro”, eu fazia uma mulher meio aérea, e outras peças que aconteciam estava em todas. Houve um documentário sobre um senhor chamado Sr. Dedé que chamava-se “Lagoa do Juazeiro”.
Resolvemos nos reunir e criar a ACCON (Associação Cultural do Congo), registrada oficialmente e desses trabalhos Dhiones chegou ao Cinecongo. Para mim uma grande conquista pelo empenho e esforço do mesmo, era contagiante. Hoje estou no Congo por causa do Cinecongo e parabenizo José Dhiones por toda a dedicação e trabalho que o mesmo dedica. Foi demais receber Torquato Joel e Marcélia Cartaxo no Congo pelo Cinecongo. Atualmente Bentinha Viana mora em Salvador- BA.

Homenageados - 2013
Cenas do filme "Joaquim Pecherada"

Mauricio de Souza

Mayara Lidiane
Amaury Farias
Ana Sirlete
Jnail Adriano
Paulo Masio Farias
Gabriela Andressa
João Batista
Cleiton Quintans
Geron (Holandês)
Glayce Miqueline
Luciana Farias
Ricardo Limeira 
Renato Alves
Edmar Rodrigo
Suzy Lamara
Calianira Marana
Ana Junha
Jailma Antonia
Rubiara Cariolando

Homenagem - 2012 
Irmãos Lira
  Soia Lira (Atriz)
Maria Auxiliadora Lira de Souza nasceu em Cajazeiras, Paraíba, no dia 6 de março de 1962. Mas foi como Soia Lira que ela se tornou uma das mais aclamadas atrizes de seu estado e com projeção nacional. 
Em 1977 fundou o Grupo de Teatro Terra, em Cajazeiras – PB, “O Bando de Ciganos”, em 1977, Direção e Criação Coletiva, “A Seca”, em 1978, Direção e Criação Coletiva, “A Viagem de um Barquinho”, em 1980, Direção Buda Lira, texto de Silvia Ortof. Estudou na Escola de Teatro Piollin em João Pessoa, atuou na peça de Teatro “Os Pirralhos”, Direção Luiz Carlos Vasconcelos, em 1980. Participou do Mambembão com a peça de teatro “Beiço de Estrada”, de Eliezer Filho, em 1984. “Vau da Sarapalha”, em 1992, texto de Guimarães Rosa e adaptação e Direção de Luiz Carlos Vasconcelos, ainda em cartaz espetáculo que revolucionou o teatro Paraibano. 15 anos de palco, já foi encenada em toda América Latina, e também na Espanha, Alemanha, Portugal, Inglaterra e Bélgica. Fez parte do Coletivo de Teatro Alfenim, grupo que integra o Movimento A Lapada, no qual participou do processo colaborativo do espetáculo Quebra-Quilos. Atualmente, integra o elenco do espetáculo “Retábulo” do Grupo Piollin.

TEATRO

O REINO DESEJADO – 1992 – Produção: Espanha, Portugal e Brasil.

A mãe de Marcélia foi quem menos gostou da idéia de ver a filha virar atriz. Para ela, atriz se tornava prostituta e ator era vagabundo. De nada adiantaram as repreensões da mãe, Marcélia pegava as moedas que os fiéis depositavam no Santo Antônio de sua cidade e ia correndo para o cinema, sonhar com Greta Garbo e Marilyn Monroe. Chegou um dia a dizer que o santo devia ter achado um bom investimento, porque nunca a descobriram. E pensava: "Um dia lhe pago, meu santo."
Direção: Moncho Rodriguez

WOYZECK o Brasileiro
Autor: Georg Buchner – Direção Sibele Forjaz
Adaptação – Fernando Bonasse


VÍDEO

- O ABORTO: 1998
Cunhã – Grupo Feminista


TELEVISÃO

- UMA MULHER VESTIDA DE SOL
Produção Rede Globo de Televisão
Direção: Luiz Fernando Carvalho

- A PEDRA DO REINO
Produção Rede Globo de Televisão
Direção: Luiz Fernando Carvalho

- ALICE
Produção: HBO
Direção: Karim Aïnouz


CINEMA

- OSSOS DE CARNAVAL – 1981 – Jorge Freud

- A ÁRVORE DE MARCAÇÃO – 1993 – Jussara Queiroga

- CENTRAL DO BRASIL – 1996 – Walter Sales

- A ÁRVORE DA MISÉRIA – 1998 – Marcus Vilar

- ABRIL DESPEDAÇADO – 2000 – Walter Sales

- O QUINZE (Prêmio de “Melhor Atriz” no Festival de Cinema de Fortaleza)– de Rachel de Queiroz Direção: Jurandir de Oliveira

- O HÓSPEDE – 2010 – Anacã Agra e Ramon Porto Mota

- DOCE DE CÔCO – 2010 – Alan Deberton

- TATUAGEM – 2011 – Hilton Lacerda


Nanêgo Lira (Ator)


FESTIVAL DE TEATRO IBERO-AMERICANO
Outubro /1993 - Espanha 

FESTIVAL INTERNACIONAL DE PORTUGAL
 Julho/1995 - Portugal

FESTIVAL INTERNACIONAL DE HAMBURG
Agosto/1995 - Alemanha

FESTIVAL INTERNACIONAL DE GENT
Maio/ 2003 - Bélgica

TEMPORADA NO BARBICAN CENTER
Março-abril/2003 – Londres

FUNDADOR DO GRUPO TERRA
Abril/1976 – Cajazeiras – PB

INTEGRANTE DO GRUPO DE TEATRO PIOLLIN
Desde 1990

PRINCIPAIS ESPETÁCULOS

OS PIRRALHOS
1979/ Grupo Terra/Piollin

OTELO
1989/ Grupo Bigorna

VAU DA SARAPALHA
Desde 1992 / Grupo Piollin

WOYZECK, O BRASILEIRO
2002/ Cibele Forjaz

A GAIVOTA (alguns rascunhos)
2006/Grupo Piollin

RETÁBULO
2010/Grupo Piollin

CINEMA, VÍDEO E TELEVISÃO

CENTRAL DO BRASIL - ATOR
1997/ Walter Sales

SÃO JERÔNIMO - ATOR
1998/ Júlio Bressane

FUNESTO - ATOR
1999/ Carlos Dowling

A ÁRVORE DA MISÉRIA - ATOR
1997/ Marcus Vilar

TEMPO DE IRA – ATOR
2002/Marcélia Cartaxo

GRUPO TERRA. UMA HISTÓRIA MAMBEMBE - DIRETOR
1997

MESA DE SÃO LÁZARO – ASSISTENTE DE DIREÇÃO
1998/Torquato Joel

DOCUMENTÁRIO “OFICINAS PEDAGÓGICAS/FESTIVAL DE ARTE DE AREIA” – DIRETOR
1998 e 1999

A CANGA – DIREÇÃO DE ATORES
2000/Marcus Vilar

TRANSUBSTANCIAL – DIREÇÃO DE ATORES
2003/ Torquato Joel

TV GLOBO - UMA MULHER VESTIDA DE SOL – ATOR
1995/Luiz Fernando Carvalho

TV GLOBO – HOJE É DIA DE MARIA –ATOR
2005/Luiz Fernando Carvalho


O GRÃO– ATOR
2007/Petrus Cariri

A POEIRA DOS PEQUENOS SEGREDOS - ATOR
2012/Bertrand Lira

VÍBORA - ATOR
2012/David Sobel

DE PAI PARA FILHO
2012/Breno Silveira

PREMIAÇÃO

O GRÃO – PRÊMIO ARAUCÁRIA DE OURO – 2008
Prêmio de Melhor ator Coadjuvante de Longa – Metragem
Festival Internacional de Cinema, Curitiba


OUTRAS ATIVIDADES PROFISSIONAIS

Diretor do Centro Cultural Piollin – de 1988 até 2004
Coordenador da Divisão de Artes Cênicas da FUNJOPE desde 2005



 Homenagem - 2011

   Luiz Carlos Vasconcelos (Ator) 


O teatro e principalmente o circo sempre foram as grandes paixões de Vasconcelos, que, apesar de ser formado em Letras, estudou artes cênicas na Dinamarca para depois incorporar-se ao grupo teatral Intrépida Trupe. Em 1978, está em João Pessoa, e cria o personagem que iria acompanhá-lo pela vida afora, o palhaço Xuxu, um palhaço cidadão, nas palavras de seu criador, por ser uma presença constante nas comunidades carentes. Mesmo quando está trabalhando em outros projetos, como filmes e séries de televisão, Vasoncelos sempre arruma hora e lugar para se apresentar vestido e maquiado como Xuxu.
Antes de chegar à caracterização ideal de Xuxu, Vasoncelos interpretou vários palhaços e pegou o melhor de cada um deles para compor o personagem atual. Ainda em 1978, junto com outros artistas, fundou em João Pessoa a Escola Piolim, nome dado em homenagem a um velho palhaço paraibano. O complexo, além de ser sede de seu grupo teatral, desenvolve um trabalho de educação popular.
Em 1984, Vasconcelos passou a morar no Rio de Janeiro onde fez a Escola Nacional de Circo. Viveu vinte anos na capital fluminense, sustentado por Xuxu, muito requisitado para apresentações em eventos e aniversários de criança, um grande laboratório, conforme afirma o ator.
Dos anos 80 em diante alterna residências entre o Rio e João Pessoa. Em 1992, na Paraíba, Vasconcelos realiza um sonho alimentado desde seus tempos de universitário: o de adaptar para o teatro o conto Vau da Sarapalha, de Guimarães Rosa. A peça produzida pelo Grupo Piolim, sob sua direção, é um sucesso: excursionou pelo Brasil e pelo exterior e está em cartaz ainda em 2006.
Estréia no cinema no papel do cangaceiro Lampião, em O Baile Perfumado, filme pernambucano de 1996. A produção, de baixo orçamento mesmo para os padrões brasileiros, fez sucesso em festivais e os cineastas dos grandes centros tiveram sua atenção atraída para Vasconcelos. Na sequência, fez filmes para Walter Salles e Andrucha Waddington.
Na televisão, teve uma curta participação na novela Senhora do Destino e em séries. Gravou no interior da Paraíba a microssérie da Rede Globo Pedra do Reino, adaptação do romance de Ariano Suassuna, com direção de Luiz Fernando Carvalho, que foi ao ar em junho de 2007. Em 2008, interpretou o jornalista Ivan na minissérie Queridos Amigos, da TV GLOBO, que foi ao ar de fevereiro a março.


Homenagem - 2010
Marcélia Cartaxo (Atriz) 


Nos tempos de adolescência, Marcélia fugia de casa, na pacata Cajazeiras, para ensaiar às escuras, no quintal de amigos. Sua trupe era a “Turma do Mickey”, composta por uma dúzia de crianças que encenavam um repertório dos mais convencionais; Sonhava em montar Chapeuzinho Vermelho e dublar As Frenéticas. Uma vez por ano, a turma ia para João Pessoa, que para a turma era sua Hollywood.


No começo da década de 80, o grupo de Marcélia resolveu montar Beiço de estrada, um texto original de Eliezer Filho, único universitário da equipe. Viajaram pelo Brasil todo, como parte do “Projeto Mambembão”. Quando a montagem chegou a São Paulo, Marcélia encontrou a chance de sua vida: da platéia a cineasta Suzana Amaral observava o jeito tímido e forte daquela menina, então com 23 anos. A partir daí a toma impulso a carreira da atriz.

No cinema teve destaque no filme A hora da estrela, baseado no romance de Clarice Lispector, que lhe rendeu vários prêmios, inclusive Urso de Prata no Festival de Berlim; e como uma prostituta, no filme Madame Satã.


Homenagens - 2009
Torquato Joel (Cineasta)


   Formado em jornalismo pela UFPB, estudou cinema no Atelier de Cinema Direto da UFPB e na Association Varan, de Paris, França. Tem alguns curtas premiados em festivais nacionais e internacionais, em destaque: Passadouro, 19 prêmios em festivais, incluindo melhor filme e direção nos festivais de Brasília e Gramado, Transubstacial, com 15 prêmios, incluindo melhor curta. Coordena o Projeto ViAção Paraíba e o JABRE que difunde o audiovisual no interior do Estado.

Arnaldo Farias (Pioneiro do Cinema Local) 

     Em 22 de agosto de 1973, em Congo – PB, nasceu Arnaldo Farias de Freitas. Aos 11 anos mudou-se para Serra Branca, para continuar sua vida escolar, onde permaneceu durante oito anos, até a conclusão do curso cientifico (2º grau). Em 1995, casou-se e no ano seguinte descobriu a arte de ser professor de Língua Estrangeira (Inglês), disciplina a qual bastante empolgava no período de seus estudos. Formado em Pedagogia pela UEPB, tem se revelado desde há alguns anos, escritor de peças teatrais, tais como: a história de Santa Rita de Cássia, o que é o amor?, o destino vem traçado, e os  curtas – metragens em seu currículo como: Joaquim Pecherada, o qual foi gravado no município  em 2003, sendo a primeira produção cinematográfica do município, Meu Presente precioso, financiado pelo Programa Mais Cultura e A Primeira Vez, financiado pela UEPB – Universidade Estadual da Paraíba.

Ricardo Duarte (Homenagem Póstuma)


    Ator Congolense que inesperadamente veio a falecer no dia 04 de dezembro de 2008, devido um acidente de moto na estrada que liga a cidade de Congo - PB a Jataúba – PE. Protagonizou os filmes de longa – metragem “Palavras de um menino em busca de um sonho” (2006) e o média- metragem “O Carneiro de Ouro” (2007), ambos do Diretor José Dhiones Nunes. Em 2009. Sua mãe Josileide Rodrigues recebeu o troféu de Homenagem pela contribuição de seu filho ao cinema local, e no ano seguinte (2010), todos os homenageados do Festival CineCongo passaram a receber o troféu intitulado com o seu nome.

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